Irene,

como você cresceu em um mês. As suas descobertas foram tantas, seus passos – ora largos, ora pequeninos – foram tão importantes, que só posso encher um balão de orgulho no meu peito em poder dizer: minha filha. Hoje, ao acordar junto com o sol e com esses pássaros que ainda não sei o nome e que habitam as copas das árvores nas nossas janelas, você já era outra, diferente de ontem. Trazia no sorriso de bom dia aquele ar de quem se renovou depois de uma noite inteira de sono, subiu na nossa cama como quem escala uma pequena montanha de amor e nos deu o presente mais esperado. Um abraço. A sensação que tenho, filha, é que a sensação de liberdade que tínhamos até bem pouco em Barbacena era só uma sensação mesmo. Que no fundo, sua mãe, ao manifestar sua dor silenciosa – quando resumiu em “me sinto numa prisão” o que a incomodava numa cidade a qual nunca pertencemos – estava coberta de razão em relação a todos nós. Te ver saltando entre novos sentimentos, correndo por entre jardins de amigos novos, voando nesse céu azul de Brasília (um mar sobre nossas cabeças) é, para mim, um alívio. Alívio, essa forma nobre de felicidade. Estou aliviado por vê-la assim, crescente, livre. Liberdade a gente planta por dentro, mas floresce aqui fora, filha. Vamos regar?

Do seu pai,

Pedro.

Teresa, Irene e João,

para que serve a coragem, essa coceira que bate no miolo da vontade? Coragem serve para aceitar um convite. Serve para fazer as pazes com quem, por algum motivo menor, nos distanciamos. Serve para entregar o bilhete aéreo e deixar para trás um amor, aos prantos, no saguão do aeroporto. Serve para queimar os dedos no azeite quente ao colocar as cebolas para dourar. Serve para trabalhar com algo que nunca se trabalhou antes. Serve para carregar uma bandeira. Serve para o nosso exercício político diário, serve à ética. Serve para sentar no Estelita e dizer daqui não saio, daqui ninguém me tira. Serve para o diálogo. Coragem serve para banhos: de chuva, de cachoeira, de mar, de rio. Ela está lá no instante em que dizemos sim ao novo. E quando estamos abertos ao novo, ele entra sem bater. O novo, quando é de casa, chega no meio da noite, na hora do almoço, logo cedo, em pleno final de semana. O novo, se for bem recebido uma vez, volta. Ele voltou. Chegamos em Barbacena no dia 2 de agosto de 2015 com duas certezas: que ficaríamos aqui pelo menos um ano; que nada poderia nos fazer mudar daqui antes disso. O novo, filhos, é o maior inimigo das nossas certezas. Daqui a uma semana, no dia 26 de fevereiro de 2016, pegamos a estrada para nossa nova casa, nosso novo destino, mais uma etapa do nosso percurso de vida. Sabíamos que, ao sair de São Paulo, havíamos começado um caminho sem volta, o caminho do desapego, algo entre o nomadismo e o inconformismo. Aqui está ele. O novo. De novo. Vamos sentir falta de algumas coisas em Barbacena. Vamos sentir muita falta de alguns amigos. Muita falta mesmo. Gente que veio para reforçar nossa hipótese sobre as melhores relações: aquelas que têm o amor como norte. Nosso norte, agora, aponta para o centro-oeste. Brasília, aí vamos nós. Vamos nessa, filhos. Apertem os cintos. O amor é mesmo uma bússola quebrada. Que sempre indica um caminho desconhecido, mas com a paisagem mais surpreendente.

Do seu pai,

P.

 

 

Irene,

sabia que o mundo gira em torno do Sol? Funciona assim: o Sol, todo poderoso, tem uma energia tão forte, tão forte, que atrai os outros astros que estão por perto (perto é jeito de dizer – tem planeta que está a 5 bilhões de quilômetros dele; e isso é mais longe que ir de Barbacena a São Paulo de carro). Assim, começa um balé galáctico, uma dança estelar, com uma música de silêncio fazendo planetas bailarem numa pista de dança gigante. Mas não para por aí, filha. Ao mesmo tempo em que a Terra dá voltas e voltas em torno do Sol, faz um outro movimento. Gira em torno do seu próprio corpo. Um rodopio moroso, suave. Como se o planeta tivesse cócegas do vento cósmico e fosse entortando o corpo para esquivar-se do dia – até que chega a noite. Esse é o ciclo fabuloso que nos faz ver a tarde cair, o dia raiar, as estrelas luzirem, o galo cantar. Que nos faz precisar tanto de um pijama – para as noites – quanto de um biquíni – para os dias. Ou um biquíni, se a noite for na praia. E um pijama, se o dia for no campo. A gente vive para girar, filha. Em torno da nossa própria alma, sensível às cócegas do amor. Em torno daqueles grandes astros que nos cercam, amigos. Quando eu canto baixinho, para você dormir, aquela canção que diz “todo dia o sol levanta e a gente canta o sol de todo dia/fim da tarde a Terra cora e a gente chora porque finda a tarde/quando a noite a lua mansa e a gente dança venerando a noite” é um jeito de te contar quase no mesmo silêncio sem gravidade, que dias e noites existem porque a gente flutua, gira, orbita em torno do amor. E sente cócegas por isso.


Do seu pai,
Pedro.

Filhos,

de tanto fazer e desfazer malas nos últimos quarenta e cinco dias, bateu um banzo em mim. Uma vontade de parar, aquietar, acomodar. Praticar o tão importante exercício da permanência – explorar o que este lugar em que nos encontramos (agora) tem de melhor. Contemplar mais. Frear a ânsia. Olhar menos para o futuro, buscar menos, ter aquela dose prudente de conformismo que nos deixa tranquilos em relação ao estado em que as coisas estão. Se estão, é porque deveriam estar.
Filhos, se um dia vocês lerem um texto como esse parágrafo acima, e se o atribuírem a mim, saibam: não fui eu que o escrevi. Isso, acima, é o que pregam as vozes da manutenção, da permanência, do conformismo cego e, principalmente, da dissimulação. Gente que finge ser gente. Estamos aqui por pouco tempo, João. Passa rápido demais, Irene. Não dá tempo de fingir, Teresa. Precisamos ser. Assumir o que somos. Ser verdadeiros diante das nossas escolhas, por mais duro que seja, por vezes. Fiéis ao princípio de não ser fiel a nada, porque fidelidade não é medida de afeto, mas de prisão. Pois refaço o que está escrito acima. E, agora sim, sou eu que os escrevo.
De tanto fazer e desfazer malas, fui aprendendo com vocês, pelo caminho, que à medida que confrontamos esse outro pensamento que acomoda, nos tornamos mais fortes, apesar de mais leves. Nos tornamos mais certos do que queremos, apesar de termos sempre mais perguntas do que respostas. Nos tornamos mais nós cinco – apesar de nos sentir cercados por cada vez mais amigos queridos. De tanto fazer e desfazer malas nos últimos quarenta e cinco dias, estou com vontade de fazer isso muito mais, com e por vocês. É com os pés no mundo que a gente aprende a colocar o coração nos olhos. É com as asas abertas e disponíveis que alcançamos os melhores ventos. É na pressa que vive uma revolução. Amor sem urgência é planta sem sol. Vamos lá fora, filhos. Vamos lá fora de novo e de novo e de novo e quantas vezes forem necessárias para que saibamos: isso aqui passa rápido demais para a gente permanecer.

Do seu pai,

Pedro.

João,

esse ano precisa de um bom banho. Daqueles de esfriar a cabeça e os raciocínios. Banho para desagoniar. Pensar no nada. Cantar desatinado, ainda que afinado – em respeito ao vizinho seu Geraldo, que é um senhor tão simpático quando passeia no fim de tarde pela nossa calçada e sempre pergunta: essa casa é uma casa mesmo ou é uma festa? Uma festa, seu Geraldo. E lentamente ele escorre sem parar pela rua, enquanto a água escolhe passear pelo seu rosto. Você odeia banho até entrar nele, filho. Acho que eu era assim. Era, mãe? Talvez esse ano também não esteja preparado para enfrentar esse momento quase-doloroso, mas penso que é o único jeito. 2015 precisa de um bom banho para terminar. Frio. Deixar o ralo beber as decepções. O chão inundar um dedo de altura com as frustrações. As paredes suarem gotas de saudades do que perdemos.

A uma certa altura do banho, você esquece que nem queria entrar. Começa a conversar animadamente sobre a tarde que virá. A casa de Dario, seu amigo-craque. Que alegria receber um convite assim. Começa a falar sobre a vinda das suas avós, do seu avô, da sua tia. Lembra que o pedido feito para Papai Noel já foi atendido, o campinho gramado, feito à mão e coração no quintal. Pergunta se mandei a foto do Carlitos pintado no muro para seu avô. Diz que a viagem para Goiás vai ser divertida, que não vê a hora de pegar a estrada. Fala que essas férias vieram para você me ensinar a jogar Minecraft – preciso mesmo aprender. E fala, conta histórias, ri, pensa, fala mais, pergunta (e pergunta e pergunta e pergunta – mas nem espera que eu responda, faz isso sozinho). Apenas escuto, por um longo tempo, as suas palavras molhadas de alegria. Para quem não queria entrar no banho, sair é que é mesmo difícil. Preciso insistir.

Agora é sua vez, 2015. Vai lá. Entra no chuveiro que daqui a pouco trago sua toalha.

 

Do seu pai,

Pedro.

#meuamigosecreto

Ele tem 7 anos. Todos os dias, quando olho para a sua saúde – de ainda não ter sido tocado por quaisquer tipos de machismos – penso que a minha missão está no início. No princípio. E o princípio é fazê-lo entender que a opinião comum, disseminada entre os seus pequenos pares, de que menina não pode jogar futebol, está equivocada. O princípio é fazê-lo saber, desde já, que não importa a roupa que sua amiga usa – se ela usa é porque quer, e se quer, está tudo certo e não cabe a ele julgá-la. O princípio é ajudá-lo a entender que cor-de-rosa ou azul (e todas as outras cores) podem ser usados por meninas – e meninos. O princípio é ajudá-lo a perceber que o cabelo da menina é do jeito que a menina quer. Que quando a menina dança, é apenas porque ela quer o vento da liberdade na alma. Que quando uma menina tira a roupa, é preciso respeito, porque é quando ela está vestida de si mesma. E o princípio é, também, fazê-lo ouvir, sempre e em qualquer circunstância, a opinião de uma menina. E o princípio é entender que suas irmãs ocupam um espaço importante no mundo, igualzinho ao dele. O princípio é alertá-lo a não chamar mulher alguma de vaca, vagabunda, cadela – JAMAIS, desde já e para sempre. O princípio é ajudá-lo a não desmerecer, descreditar, desprezar uma menina. O princípio é lembrá-lo que o corpo da mulher é a nossa chance, como humanidade, de parir um mundo novo – e, portanto, precisa ser respeitado; e nunca violado. O princípio, João, é ter princípios. E estou aqui para a gente aprender juntos, nessa longa jornada. E também ensinar um ao outro. Assim como você faz comigo, desde que nasceu.

Com você, filho, desaprendi a ser homem. Para tentar aprender a ser pai.

Do seu pai,

Pedro.

João,

 

há um debate em curso na sua turma. Um debate político. Aos 7 anos, filho, você e seus colegas têm a sorte do desconhecimento sobre certos períodos da nossa história. Períodos duros que deixaram, de herança, as cicatrizes mais perversas: morte, desesperança, abandono, desrespeito. O que ajuda a fazer um debate leve. Que bom. Bom, no plenário da sua turma, fiquei sabendo por Zana (diretora da escola): houve um momento da questão que levou o assunto para um embate direto entre você e um colega. Vocês falavam sobre Dilma versus Aécio. A primeira lição que quero deixar para você, filho, é sobre saber perder. Numa eleição democrática, seja ela na urna eletrônica ou na velha e antiquada utilização de cédulas de papel, haverá sempre um escolhido pela maioria. No ano passado, Dilma ganhou. Comemoramos, respiramos aliviados. Ufa. Mas suponhamos que Dilma tivesse perdido, que a maioria dos brasileiros tivesse feito a escolha de retroceder aos tempos esquisitos do liberalismo. Precisaríamos respeitar a legitimidade da vitória do outro – já que essa é uma das premissas básicas da democracia, além de também ser absolutamente comum numa relação de disputa: alguém perde, alguém ganha; e segue o jogo. Dilma ganhou, aqui estamos no segundo momento do debate entre seus colegas que me chamou a atenção. Em determinado momento – e espero que essa pequena fração do debate jamais se apague da sua memória – o seu colega-adversário (que engraçado, isso, vocês têm 7 anos) disse que era um absurdo Dilma continuar no governo, porque “o picolé de morango em Cabo Frio subiu de R$ 2,50 para R$ 3,10”. Você rebateu dizendo que agora muito mais pessoas tinham acesso a comida de verdade. João, meu filho, que bom que você existe. Olha, eu até tinha vindo aqui escrever um texto em tom de conselho de pai para filho. Mas você me dá cada rasteira. Vou apenas enaltecer seu pensamento, então. É isso mesmo, filho. A grande vantagem de ter governantes que tenham o mínimo de respeito com a maioria excluída (e não com as minorias acomodadas nos seus devaneios de riqueza, de compra, de posse – de, enfim, pensamento raso, egoísta e, sobretudo, insensível) é garantir uma certa preocupação com a vida de quem mais precisa – em detrimento da prática reacionária de olhar para a vida de quem já tem mais do que precisa. Alguns dos seus amigos da escola têm pais com muito dinheiro (e arrogância) e mães com muito laquê (e submissão). Aqui em casa, filho, a política é outra. Para começar, uma diferença de princípio: a voz da sua mãe é mais importante que a minha. Ela é mulher. Ela pertence ao grupo de seres humanos que já nasce com um olhar mais preparado para o outro. A mulher precisa ser o guia dessa humanidade – sem concessões: nas famílias, mas também nas empresas, nas escolas, nas ruas. Segundo ponto: aqui a gente olha primeiro para o outro, antes de olhar no espelho. É no outro que nos reconhecemos, evoluímos, criamos em nós os sentimentos de respeito e tolerância – que anda escasso. Terceiro, aqui em casa a política é para o bem-estar coletivo. Os indivíduos aqui são respeitados, mas apenas à medida que também respeitem a opinião do outro, que saibam ouvir, olhar nos olhos. Sem isso, não há diálogo. Não há exercício político que funcione diante da truculência, sabe? É como se a gente estivesse sempre aberto para ouvir o outro, filho, mas só se ele falar – e não rosnar. Por fim, mas não menos importante no meio disso tudo, filho: picolé de morango não é alimento.

Do seu pai,

Pedro.

P.S.: uma das grandes alegrias de vir para uma cidade menor é poder confrontar ideias, filho, mas saber que obrigatoriamente teremos que continuar convivendo com as pessoas que discordam de nós. Política começa assim. Você começou bem.

P.S. 2: virar o mundo de ponta-cabeça, filho. Sabe por que? Porque é hora de lutar contra a permanência. Hora de reinventar o mundo. Desinventar a nós mesmos. Inverter e subverter a ordem. E, quem sabe, num próximo debate na sua turma, convencer pais e mães a não mais pararem sobre a faixa de pedestres na frente da escola. Que tal?

 

Irene e Teresa,

num banho, a temperatura ideal para dois não existe. Na vontade de ter a água mais quente, fecha-se um pouco o registro. Na esperança de esfriar, abre-se tudo. Nesse vai-e-vem, minha-vez-sua-vez, deixa-que-eu-cuido-disso, a única coisa que acontece mesmo é a água não ficar quente do jeito que um quer, nem fria como o outro queria. Quente demais? Esquiva. Fria demais: arrepio. Testa-se, antes, com as extremidades. Os pés, os dedos das mãos. O mergulho vertical só acontece com a segurança de que a água está de acordo com o que o corpo espera. Espero que vejam nisso, filhas, o que são as relações. E de onde parte a tolerância com o que é a vontade do outro. A temperatura ideal para dois nunca virá. Hoje, talvez ela esteja mais quente do que queremos. Amanhã, pode ser que esteja perfeita para nós –  e fria demais para o outro. E que assim, dia após dia, a gente se abrace, dance, pule, se arrepie, se esquive, descubra com a ponta do pé se dá para entrar ou não, brinque com isso. E que o amor nos banhe. E que as diferenças escorram pelo ralo.

 

Do seu pai,
Pedro.

Filhos,

como nascem os adultos? Por que se aprende a caminhar e não a voar? Por que falar tanto e escutar menos? Por que o olhar para o espelho – e umbigo? Onde se ganha a frieza, onde se perde o afeto gratuito? De onde vem a consciência? E a onisciência? Onde começamos a abandonar os erros como a melhor parte das conquistas? Por onde se esvai a curiosidade? De onde vem o medo do desconhecido? Quem nos faz crer em um deus que não é, simplesmente, o Outro? Quem tenta nos ensinar a nadar sem antes nos apresentar ao mar? Que lugar é esse que prometem tanto, o futuro? Que distância é essa, que nunca chega mais perto, a saudade? Que força é essa que nos rege, a necessidade? Qual a razão (ração) que move um carro? Qual a ração (razão) que move um ódio? O que nos pede devoção? O que nos rouba emoção? O que nos separa dos irmãos? É doença, pandemia, miopia? É fraqueza, malvadeza, avareza? Como nascem os adultos, filhos? Não descubram. Não descubram. Não descubram.

Do seu pai,
P.

Filhos,

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saímos de São Paulo no dia 2 de agosto. De lá para cá, não escrevi uma linha sequer no Do Seu Pai para os nossos amigos que por lá ficaram. Silvia e Luli estão bem, mas deixaram um vazio bem no meio da nossa alma. Greice e Pit vieram com a gente, a cada vez que toca-se um vinil nessa casa. Falamos de Monica e Alê dia desses, lembram? Estão lá, desenhando um futuro lindo para Luísa e Pedrão. Karen disse que Fred anda trabalhando muito, mas que está gato e magro. A saudade de Audi é uma dor constante, tomara que ela esteja bem, tomara que um dia leia aqui, e saiba, o quanto é importante na vida de vocês três. Perdemos o encanto de Ju – que tragédia, que horror, filhos. Juca, Pio, Nene, Memé e Tião moram no nosso whatsapp, mas a casa deles faz uma falta daquelas na tarde dos nossos sábados. Um dia ainda teremos um novo muro para conhecer uma menina tão doce quanto Olivia, um menino tão amoroso quanto Benjamin. Certeza. Ah, deixamos uma bicicleta por lá, tomara que Francisco saiba pedalar. Saudades dos almoços (e amor) sem fim de AnaP e Busta. Dos jantares tão gentis de Laura e Pedro. Das festas animadas, inteligentes e leves de Dani. Das manhãs na Coruja, das tardes nos museus, das noites na Paulista. Dos encontros inesquecíveis na Alecrim, com aquelas toneladas de afeto (Pati, Carol, Erika, Doró, Angelinha, Joana, Ana Lúcia, Mildre – ai, meu coração). Que falta Teo Forlani faz, hein, João? E Romeu, Irene? E Tomás e Gabriel (com seu abraço amoroso), Teresa? Tomara que o relógio ande depressa para chegar o dia da gente fazer uma visita, reencontrar tanto amor. Porque desde que saímos de São Paulo, não havia escrito nada no Do Seu Pai. Mas a gente começou a escrever uma história linda, aqui dentro do peito.

Do seu pai,
Pedro.