João,

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hoje você veio com essa: havia acabado de chegar do judô e da natação, pegou o colchão da sua mãe (chama-se mesmo colchão, aquele carpaccio de espuma que se usa na yoga?) e disse que iria meditar. Dei risada. Quando você saiu, fiquei olhando para o colchão-carpaccio estendido no chão e pensei nos desdobramentos daquilo (do seu gesto, não do colchão).
Sinto que a meditação leva as pessoas
adiante. Pelo que sei: respiram melhor, levam serenidade à mente, relaxam o corpo. E a yoga, como prática esportiva e espiritual, tem me mostrado novos comportamentos ao redor. Amigos, parentes, um bocado de gente que incorporou a postura. A postura cervical a ajudar a postura diante do mundo (ah, as palavras e seus encontros casuais). Voltando: se você, no futuro, incorporar algo que faça bem ao seu corpo e ao seu pensamento, filho, como a yoga, vai ser ótimo. A única coisa que vou te pedir é que continue cumprimentando os porteiros. Também é essencial.

Do seu pai,
Pedro.