Lua, Tereza, Irene e João,

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liberdade é não precisar de lugares para ser feliz.

E a gente cabe em um metro quadrado, talvez menos. O que nos dá a –provável– mais intensa sensação de ser livre, que é não depender de onde estamos. Isso se deve ao fato de sermos tão próximos, muitos e ao mesmo tempo um, uma: família. É triste, acreditem, mas há famílias que mal se tocam: estabelecem distâncias do toque, do abraço, do aconchego, de tudo aquilo que pede contato físico. Triste. Bem triste. A gente, por sorte, não é assim. A gente se aperta, se espreme, se condensa, acha espaço onde parece não existir, faz uma massa compacta de corpo, alma, amor. Uma massa. É isso: sabe quando a gente brinca de massinha de modelar e começar a misturar o azul, o rosa, o vermelho, o amarelo, o laranja e disso tudo, tão diferente, junto, se cria uma cor que não tem nome, mas onde todas as cores, visivelmente, estão ali?

Somos nós, assim.

Caber em si, quando somos tantos, é liberdade para estar onde a gente quiser.
E não caber em si é a felicidade por saber que nossa família é assim.

Do seu pai (e marido),
Pedro.