Filhos,

chegamos em Barbacena no dia 2 de agosto. De lá para cá, não escrevi uma linha sequer no Do Seu Pai. É que chegamos sem casa para morar, sem teto – e sem chão ficamos. Ronaldo nos recebeu no apartamento dele, pequeno e acolhedor. Cruzamos o caminho de Ana Clara – encontramos uma casa através dela. Descobrimos Zana e sua cruzada pela educação. Passamos a esbarrar com Alice e Bebel com frequência, que sorte esbarrar em sorrisos genuínos. Conheci Dr. Selênio. Perdemos a chance de conviver mais com Lourdes, que dor. Levamos nosso tecido de Adriana Barra para passear com sr. Ladeira. Vimos o filme de Marcos sobre os tucanos que moram na nossa lareira, jogamos a lenha no lixo. Nos admiramos com a delicadeza e bom humor de Carol e Rodrigo. Nos assustamos com o perrengue de Enrico (que bom que você está bem, cara, que alegria). Tivemos jantares deliciosos com Julia e Pablo. Papos igualmente deliciosos na mesa da cozinha com Erica, Karine e Fabinho. Conseguimos plantar a grama do quintal, fazer a gambiarra de lâmpadas e até montar um arduíno. E a lasanha da mãe de Tati, João? E a beleza de Isabela Maria, Irene? E o humor de tia Fran, Teresa? A visita da sua avó Marinês, estes dias, também foi um marco de amor nessa nossa chegada. Pois bem. Desde que chegamos, não havia escrito nada no Do Seu Pai, filhos. Mas a gente começou a escrever, juntos, uma história linda aqui fora.

 

Do seu pai,

Pedro.