Filhos,

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saímos de São Paulo no dia 2 de agosto. De lá para cá, não escrevi uma linha sequer no Do Seu Pai para os nossos amigos que por lá ficaram. Silvia e Luli estão bem, mas deixaram um vazio bem no meio da nossa alma. Greice e Pit vieram com a gente, a cada vez que toca-se um vinil nessa casa. Falamos de Monica e Alê dia desses, lembram? Estão lá, desenhando um futuro lindo para Luísa e Pedrão. Karen disse que Fred anda trabalhando muito, mas que está gato e magro. A saudade de Audi é uma dor constante, tomara que ela esteja bem, tomara que um dia leia aqui, e saiba, o quanto é importante na vida de vocês três. Perdemos o encanto de Ju – que tragédia, que horror, filhos. Juca, Pio, Nene, Memé e Tião moram no nosso whatsapp, mas a casa deles faz uma falta daquelas na tarde dos nossos sábados. Um dia ainda teremos um novo muro para conhecer uma menina tão doce quanto Olivia, um menino tão amoroso quanto Benjamin. Certeza. Ah, deixamos uma bicicleta por lá, tomara que Francisco saiba pedalar. Saudades dos almoços (e amor) sem fim de AnaP e Busta. Dos jantares tão gentis de Laura e Pedro. Das festas animadas, inteligentes e leves de Dani. Das manhãs na Coruja, das tardes nos museus, das noites na Paulista. Dos encontros inesquecíveis na Alecrim, com aquelas toneladas de afeto (Pati, Carol, Erika, Doró, Angelinha, Joana, Ana Lúcia, Mildre – ai, meu coração). Que falta Teo Forlani faz, hein, João? E Romeu, Irene? E Tomás e Gabriel (com seu abraço amoroso), Teresa? Tomara que o relógio ande depressa para chegar o dia da gente fazer uma visita, reencontrar tanto amor. Porque desde que saímos de São Paulo, não havia escrito nada no Do Seu Pai. Mas a gente começou a escrever uma história linda, aqui dentro do peito.

Do seu pai,
Pedro.