João,

recentemente, um item entrou no cardápio da casa e você é um dos maiores defensores dele. O smoothie. Sua mãe e eu voltamos de Londres com uma receita na cabeça, fizemos, deu certo, é um sucesso. Você, que no início parecia mais preocupado em descobrir se gostava, hoje tem sabores preferidos, receitas próprias, dicas de como preparar, faz pedidos para que a gente use novas frutas. Vou arriscar a receita para você guardar aí e, no futuro, preparar sozinho.

Smoothie-aqui-de-casa [receita]

Antes de mais nada, separe algumas frutas já maduras, corte em rodelas ou pequenos pedaços (imagine um pedaço que você pudesse comer numa garfada só; nada de pedaços grandes –ou "generosos", como dizem os escritores de cardápio), coloque num recipiente de plástico, armazene no congelador. Geralmente congelamos banana, morango, pêssego, manga e abacaxi. A banana é a única obrigatória. É a base da receita. Um dia de congelados e já estão prontos para começar a preparar.
 

[preparo]
 

Junte ao menos três, das frutas congeladas. Para exemplificar, vou usar banana, abacaxi e pêssego, ok?

Veja que simples, filho: no copo do liquidificador, coloque os pedaços de 1 banana,

1 pêssego e o equivalente a duas rodelas do abacaxi. Faça um suco de laranja natural (500ml) e despeje no mesmo copo de liquidificador. Bata por um minuto. Sirva.

O nome smoothie veio na mala da Inglaterra. Mas no fundo é uma vitamina de frutas. Um suco diferente. Um suco. O smoothie é um suco, filho. Nas definições mais simples é que percebemos que, quanto mais voltas o liquidificador do mundo dá, podemos até mudar a forma (e nome) das coisas - mas elas não deixarão de ser, na essência, o que verdadeiramente são.
Hoje, filho, falamos sobre essência aqui em casa.

Quero dizer que você continua nos enchendo de orgulho pelo que é, na essência. Um carinha que já mostrou que percebe certos valores.

Que entende de onde vem esses sabores, esses valores.
Obrigado, João.

Ah. Amanhã tem smoothie. Alguma dica?
 

Do seu pai,
Pedro.